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Ayurveda e a infância

A infância é considerada uma fases mais importantes no desenvolvimento humano, sendo o momento em que todos os tecidos corporais estão em formação. Isso significa que  os cuidados com a infância garantirão o pleno desenvolvimento dessa fase, gerando impactos na vida adulta. Segundo o ayurveda, cada fase da vida é regida por um dosha e a infância é considerada o estágio kapha da vida. Kapha é composto pelos elementos terra e água,  sendo responsável pela lubrificação, nutrição e estruturação do corpo. As qualidades de Kapha são marcantes na infância, assim, crianças tem a pela macia, uma maior quantidade de gordura subcutânea, dormem mais, tem maior oleosidade e produzem mais muco, sendo propensos a congestões respiratórias, tosse, coriza e resfriados.

 

Por viverem um período de formação de tecidos, crianças precisam de nutrição adequada, sendo importante uma dieta que inclua raízes e óleos de qualidade (não refinados), cerais, leguminosas, oleaginosas preparadas de forma adequada, leites vegetais puros e naturais (coco, amêndoas, castanhas). Ainda em relação a alimentação, pela tendência em produzir muco, as crianças podem fazer uso de condimentos com potência quente, picantes leves, como cardamomo, gengibre, erva doce e cominho.

 

É importante destacar que a nutrição chega também por outras vias, que não apenas através dos alimentos. Então, nutrir uma criança de cuidado, amor e bem estar é tão importante quanto garantir o funcionamento fisiológico. Através dos órgão dos sentidos as crianças também se nutrem. Então, especialmente nos primeiros anos, deve-se evitar o excesso de luz brilhante, objetos vibrantes, sons agressivos e exposição a cheiros fortes. Também é importante evitar interromper bruscamente o sono de uma criança.

 

Uma das práticas mais benéficas para as crianças é a abhyanga, a prática de massagear o corpo com óleo (como curiosidade, “sneha” é a palavra em sânscrito para óleo, que também significa amor). Além dos efeitos no corpo e na mente, a abhyanga produz uma forte conexão entre quem aplica e a criança que recebe, fortalecendo a relação de amor e confiança.  Para fazer a massagem, deve-se escolher um óleo vegetal puro (que pode ser de gergelim ou amêndoas em épocas frias, ou girassol em épocas quentes), que será levemente aquecido em banho-maria. Os movimentos devem ser circulares, em todo o corpo, incluindo cabeça e couro cabeludo, face, pescoço, ombros, braços, tórax, abdômem, quadris, pernas e pés. Caso finalize a massagem e houver excesso de óleo, basta fazer uma mistura de 01 colher de farinha de grão de bico em ½ copo de água e passar no corpo antes do banho. 

 

Falando em massagem para bebês, é comum pensarmos na Shantala, uma técnica de origem indiana, trazida para o ocidente pelo médico francês Frederick Leboyer. Em visita a Índia, Leboyer acompanhou uma jovem mãe da periferia de Calcutá que massageava seu filho, e descreveu a técnica utilizada por ela. A jovem se chamava Shantala, e a técnica ganhou esse nome em sua homenagem. Mas massagear bebês é uma prática tradicional na Índia, e cada mãe utiliza a técnica que a sua intuição manda.

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Karina Pertile.
Karina Pertile.

Enfermeira, mestre em Educação em Saúde pela UFVJM. Apoiadora institucional do Ministério da Educação no Programa Mais Médicos para o Brasil.

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